O presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, dispensou, esta quarta-feira, o curador da Casa da Escrita, António Vilhena, comunicando-lhe a não renovação dos serviços.
“Faço um balanço muito positivo e saio de coração cheio”, declarou António Vilhena ao “Campeão”, sustentado ter contribuído para “dar uma identidade à Casa da Escrita, que ela não tinha”.
“Passaram pela Casa da Escrita centenas de pessoas, de diferentes áreas culturais e profissionais, deixando um legado património rico que fica e é irreversível”, acentuou o poeta, cronista e autor de livros infantis.
O curador cessante deixa um agradecimento ao anterior presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, que o convidou para aquelas funções a meio do primeiro de dois mandatos, assim como aos funcionários da Casa da Escrita que o acompanharam, ao Director do Departamento de Cultura do Município, Francisco Paz, e à comunicação social que deu relevo às inúmeras iniciativas.
“Para a História fica o que foi feito e desejo sucesso a quem vier e que faça muito melhor”, refere António Vilhena, formulando também votos para que Coimbra tenha “o progresso cultural que merece”.
Recorde-se que a 29 de Novembro 2010 o número 8 da Rua do Dr. João Jacintho, na Alta de Coimbra, deixou de ser apenas a antiga casa do poeta João José Cochofel para se tornar na Casa da Escrita.
Na inauguração, o então presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, recordou o longo processo de criação da Casa da Escrita, desde que a autarquia adquiriu o imóvel aos herdeiros de João José Cochofel, por 750 mil euros, em 2002.
O projecto de recuperação do imóvel foi da autoria do arquitecto João Mendes Ribeiro.